13/03/2016

Europa 2015 - Paris 10/04 a 14/04 - Quarta cidade

Chegada: 10/04
Saída: 14/04
Hospedagem: Hostel The Loft
Deslocamentos na cidade: a pé e metrô


Lugares visitados:
  • Catedral de Notre Dame
  • Rio Sena
  • Louvre (alguns entraram outros não)
  • Torre Eiffel
  • Palácio de Versalhes
  • Jardins de Luxemburgo
  • Ponte des Arts
  • Obelisco de Luxor


O que vimos de Paris:

Ah, Paris... o que dizer sobre Paris? Cidade suja, povo não tão receptivo aos turistas ou ao idioma inglês (dica rápida: eles não gostam de quem fala inglês), mas lá no fundinho é uma bela cidade.

DIA 01:


Viemos de Florença em um trem noturno com camas nas cabines, com direito a alarme de incêndio apitando durante a madrugada pois um turista resolveu fumar dentro da cabine... #nãofumenacabineporra.
Jantamos no trem, um macarrão (sem vergonha) do tipo "cup noodles", 10 euros cada prato e ficamos com fome - dica leve comida!!! O café da manha estava incluso na passagem - um croissant e um café....#passamosfome
Depois de algumas horas de viagem chegamos a estação Gare de Lyon, a partir dali partimos em direção a Belleville, um bairro com muitos imigrantes: gregos, armênios e asiáticos, muitos asiáticos... se você não soubesse que estava em Paris, pode jurar que estava na Coréia. Um bairro muito sujo e bagunçado, mas relativamente próximo dos principais pontos turísticos, 40 minutos caminhando (caminhamos bastante nesta cidade, acredite!). O hostel era muito movimentado e barulhento, tocavam música alta praticamente 24 horas.

Placa da Rue de BelleVille

Após acomodados, a Gisi e o Gui foram lavar as roupas, mas como era um pouco confuso pediram ajuda para um Angolano (?), que não falava Inglês, Francês, Espanhol, Português e até o momento não descobrimos aquele idioma. A Gisi fez amizade com ele mesmo assim, se entenderam por sinais. O Angolano ainda fez a Gisi desvirar as meias de todo mundo pra lavar direito! #aprendendoalavarroupas
As máquinas de lavar eram diferentes das de Florença, havia um lugar central onde você coloca as moedas e seleciona a máquina que vai ser usada, também dava pra comprar sabão em pó.

Após as roupas lavadas, partimos bater pé pela região próxima. Tão logo encontramos a famosa Catedral de Notre Dame. Entendemos o porquê depois que entramos para conhecer.

Catedral de Notre Dame
Catedral de Notre Dame
Catedral de Notre Dame - vista interna
Capela do Santo Gui
Catedral de Notre Dame - vista lateral

Após a visita a Catedral, fomos almoçar. Gisi e Mi foram em busca de algum almoço com carne (#sddsbrasil) e os outros se contentaram com um sanduíche da SubWay. O Gui sentiu na pele o que muitos falam sobre os parisienses e o troco: turista não é acostumado a andar com notas baixas no bolso (#ricopoderoso) e só tinha uma nota de 100 Euros para comprar o lanche, a caixa disse que não poderia trocar e se ele não tivesse trocado não poderia comer.... Gui juntou as moedas do Lucas e Eli e conseguiu pagar a comida. (Una moneda, per favore....)
Passeamos pelas redondezas explorando os lugares e acabamos passando um tempo no Jardim Luxemburgo. Muitas pessoas estavam lá pegando sol, lendo jornal ou conversando com outras pessoas.

Jardim Luxemburgo
 
Mais tarde voltamos ao hostel para descansar.

DIA 02:  

Após tomarmos o café da manhã pegamos o metro até a estação Gare du Nord para comprar as passagens para Londres e já deixar organizado. O metrô de Paris é gigantesco, confuso e sujo. Ele é divido em zonas. Você compra o ticket em máquinas ou no guichê. Sempre que você entra no metrô você valida ele na primeira catraca, ficando impresso a data e a hora da entrada (normalmente ilegível), e tem validade de 1h30min (rever esse tempo quando for viajar pois pode haver mudanças).
Chegando em Gare du Nord, Lucas acabou jogando fora o bilhete do metrô achando que não tinha mais validade... todos esperaram ele comprar um novo para poder seguir adiante. Guichê da EuroStar, atendimento Inglês. Nos explicaram que passaríamos pela imigração já em Paris pois o trem era direto.
Passagens compradas, partimos em direção ao museu do Louvre. Aí recebemos mais um "quitute" parisiense: passando nas catracas novamente no metrô o bilhete do Gui não permitiu que ele passasse. Todos ficaram o aguardando comprar um novo bilhete o que demorou em torno de 20 a 25min. Passado da catraca, descendo o primeiro lance de escadas o pessoal foi surpreendido por "seguranças" do metro fazendo validação do bilhete. Como o bilhete do Gui era recém comprado e o do Lucas foi feito poucos minutos atrás, os tais "seguranças" que não falavam inglês (e pareciam nem fazer questão de falar) acabaram multando a Gisi, Mi e Eli em 50 euros cada. Mais detalhes no fim do post.

O dia acabou para todos pois numa viagem com o dinheiro contado 150 euros era uma perda muito grande. #semlouvrehoje #metronuncamais

Voltamos a pé da estação do Louvre até Belleville, passando pela Ponte des Arts, onde possui centenas de milhares de cadeados onde os casais deixam seus nomes em um cadeado lacrado para que seu amor dure. 

Pont des Arts

Hoje os cadeados não existem mais pois foram removidos devido ao peso que estavam causando à ponte. #parisdestruindocasais

Após chegarmos ao hostel cansados, tristes, pobres e desiludidos, conversamos bastante e decidimos não nos abalarmos pelo que aconteceu no metrô, mas com certeza só andaríamos a pé dali pra frente.

DIA 03: 

Gisi e Gui resolveram que iriam ao Louvre, mesmo com pouco tempo para aproveitar o museu pois encontrariam com os outros ao meio-dia para ir a cidade de Versalhes. Saíram cedo do hostel pois iriam ter que andar uma grande distância a pé devido ao problema no metrô.
A área central da cidade é muito bonita e limpa, mas existe um grande número de mendigos deitados nas saídas de ar do metrô (sai ar quente de lá).
Andaram por Paris com as ruas vazias passando por algumas praças e monumentos conhecidos até o momento onde passaram por uma maratona que estava ocorrendo, chegando ao destino.


Centre Pompidou
Praça Nelson Mandela
Museu do Louvre
O que dizer sobre o Louvre? Museu mais conhecido do mundo e com uma extensa variedade de obras de arte. O museu é gigantesco, não levando menos que 1 dia para ver todas as alas e obras... Gisi e Gui tinham 3 horas para completar o desafio. #challengeacepted!

Gisi fotografando
Gisi e a múmia
Gui e a Monalisa

Foram às principais obras de arte correndo e tiveram grandes surpresas (dessa vez foram boas) visitando a Ala egípicia e a Ala Napoleão Bonaparte. Com certeza vale a pena "perder" bem mais tempo pelos extensos corredores. Dentro do Louvre foi encontrada a quarta pedra da Elis.

Louvre - Ala Denon

Louvre - Residência de Napoleão Bonaparte
Gui e a Vitória de Samotrácia

No hostel Mi, Eli e Lucas tiveram que fazer o checkout de todos de um quarto e refazer o checkin em outro quarto com as mesmas configurações... #lógicaparisiensequementende? Após resolverem esses detalhes partiram em direção ao Louvre para encontrar os outros.

Após o meio-dia o grupo se juntou no jardim do Louvre e tiveram que pegar o metrô (#jesusajuda) até a cidade de Versalhes que fica próxima de Paris.

Portão do Palácio de Versalhes
Palácio de Versalhes - vista da entrada
Cidadezinha aparentemente bem organizada e bonita. Saímos da estação e seguimos em direção ao famoso Palácio de Versalhes.
Palácio de Versalhes - salão de festas
Palácio de Versalhes - vista para os jardins
 
O palácio é fantástico, luxuoso e com certeza a realeza sabia ostentar: ouro, cristal e prata para qualquer lugar que se olhe. Necessita-se um dia inteiro para visitar o palácio e os jardins. Devido ao horário avançado, visitamos somente o palácio.

Voltamos no fim da tarde para Paris. Finalmente um dia produtivo... 

DIA 04: 

Conseguimos cozinhar lá: compramos alguns produtos para fazer um strogonoff no hostel  (temos quase certeza que o frango era carne de pombo bombado e que tinha gosto de ração de milho..). 

Strogonoff bom!

Fim de tarde caminhamos até a Torre Eiffel. Passamos novamente em frente a Catedral de Notre Dame, pela Champs Elysee mas acabamos não indo ao Arco do Triunfo.

Notre Dame a noite
Mi apreciando a vista do rio Sena
Vista noturna da Torre Eiffel
Champs Elysee com o Arco do Triunfo ao fundo
Devido a hora avançada, a Torre Eiffel já havia encerrado a visitação. Aproveitamos para apreciá-la aos seus pés. 


Torre Eiffel

 Sim, é fantástica!

DIA 05: 

Após o café da manfizemos o checkout e passamos a manhã na lavanderia limpando algumas roupas faltantes e logo após ficamos no Parc des Buttes-Chaumont esperando o horário do trem para Londres.

Eli, Lucas, Gui e Mi descansando no parque

Apesar de termos ficado 5 dias em Paris, foi uma cidade que nos trouxe muitas lembranças ruins, os parisienses tratam os turistas com arrogância, não gostam de ajudar, não dão informações, a sensação é que não gostariam que estivessem ali... como se não precisassem do turismo. 

Para finalizar a aventura em Paris, já entrando no trem para Londres, Gisi sacudiu os sapatos dizendo "desta terra não quero nem o pó"!


SOBRE O METRO:  

O ticket vai permitir que você entre nas estações se ainda estiver dentro do prazo válido (mesmo sendo um minuto pra vencer), mas CUIDADO porque a hora que será considerada é a da primeira validação. Você não encontra ajuda, mas fiscais para multar brotam feito Gremlins! 


Neste dia fomos à estação comprar a passagem para Londres para evitar ter que pagar mais caro ou ir num dia e horário que ficasse ruim. Então entramos na estação, e quando subimos para o segundo andar (onde vendem passagens direto para Londres) o Lucas percebeu que estava sem o ticket, havia jogado fora; então compramos novo ticket pra ele. Após isso compramos a passagem e nesse trajeto se foram praticamente os 90 minutos de tolerância pra usar o ticket, porém nem nos demos conta disso (na verdade nem sabíamos como funcionava ao certo porque em lugar algum há essa informação à vista, parece proposital) e então passamos pela catraca sem problemas, mas o Gui ao tentar passar o ticket dele não validou. Então ele foi comprar outro numa máquina ao lado da catraca, mas além da fila que tinha houve uma demora abençoada, tudo parecia não querer ajudar neste dia, nessa brincadeira foram mais de 20min. Quando passamos a catraca e inocentemente descemos as escadas demos de cara com os fiscais, e como ficamos esperando o Gui comprar o bilhete os fiscais não acreditaram que tínhamos passado a catraca da forma certa, acharam que tínhamos passado pelo portão (utilizado por pessoas com necessidades especiais) ou que passamos "encochados" em alguém que tinha passado. O Lucas e o Gui não tiveram problemas, afinal tinham comprado outro bilhete e as meninas deram azar. 

ticket
Fomos multados na ida para o Louvre, fomos abordados descendo uma escada após passar por uma catraca, pararam a Gisi, e quando ela chamou a Mi (que já havia sido liberada) pedindo que esperasse (em português), os fiscais resolveram multar também a Mi, então as duas e mais a Eli, viram 50 euros irem embora sem nada poder fazer. 
 
catraca
Para piorar a nossa frustração e raiva no hostel nos disseram que eles costumas fazer "de sacanagem" isso com turistas.

28/02/2016

Europa 2015 - Veneza 07/04 a 09/04 - Terceira cidade

Chegada: 07/04
Saída: 09/04
Hospedagem: L’Imbarcadero (próximo à estação Santa Lucia)
Deslocamentos na cidade: a pé (não há como ser de outra forma rs)


Lugares visitados:


  • Ponte di Rialto
  • Basílica dei Santi Giovanni e Paolo
  • Dorsoduro
  • Basílica Santa Maria della Sallute
  • Basílica San Giorgio Maggiore
  • Piazza San marco
  • Ponte dos Suspiros
  • Palazzo Ducale
  • Torre dell'Orologio
  • Ca' Rezzonico
  • Palazzo Grassi

O que vimos de Veneza:

TREM: Viajamos em um trem com lugares marcados, "pingados" em vagões e o trem estava lotado. Como não existe limite de bagagem nos trens, algumas pessoas carregavam "corpos" e as malas não couberam nos maleiros da cabine, nem nos que ficam no espaço entre os vagões. A Gisi foi colocada em um assento com mesa para quatro pessoas, com duas senhoras de idade e um senhor também de idade avançada. Como não havia lugar para as malas os "senhores" resolveram que a mesa era um maleiro, empilhando quatro bagagens gigantes nela. O Senhor era um pouco obeso, ocupando uma cadeira e meia, e aparentemente com problemas intestinais. Diante das circunstância a Gisi passou 2h30min em pé entre os vagões e aproveitou para cuidar das malas e fazer amigos.

CHEGADA: No desembarque tratamos de nos localizar e fomos direto para o hostel caminhando entre as ruelas de Veneza. 


Primeira vista de Veneza

Fizemos checkin, era um quarto com 5 camas, exclusivo, porém sem banheiro privativo. O hostel possui dois banheiros, um com banheira e o tradicional chuveirinho e outro com um "box" feito de uma base de plástico e cortinas. O hostel ficava de frente para um dos inúmeros canais da cidade, com uma generosa vista.


Vista do quarto para o Grand Canal


No primeiro dia não andamos muito, fomos a lugares perto do hostel, pegar- diga-se pagar, porque nenhum hostel dava o mapa - um mapa e imprimir uns documentos que a Gisi precisava. 

Vista de um dos canais de Veneza

Mercado flutuante

Fomos no mercado comprar algo para cozinhar, e para fazer sanduíches para o dia seguinte. Tomamos um banho, jantamos e descansamos para passear no dia seguinte.

DIA 02:

Era do dia de "desaneversário" da Gisi!!! Fomos caminhando entre as belas ruelas de Veneza, até chegar a bela Basílica Santa Maria della Sallute,conhecemos o que com certeza é um dos cantos mais lindos de Veneza. 

Basilica Santa Maria della Sallute



Uma caminhada bem grande de alguns quilômetros, Veneza pede folego, não tem como fazer os caminhos de outra forma que não a pé, mas é um "esforço" que vale demais a pena, a cidade é incrivelmente aconchegante e convidativa. 

Ponte del Suspiri

Não se percebe o quanto se anda por ela e qualquer caminhada vale muito a pena, inúmeros becos e ruelas que guardam paisagens lindas e únicas. 

Piazza San Marco
De lá fomos para a Piazza San Marco, onde com certeza está uma parte incrível da cidade, você verá a Ponte dos Suspiros, o Palazzo Ducale, etc. Também há um museu na praça e comércio com várias lojas e lanchonetes. 

Igreja de San Marco em reforma
Na igreja de San Marco, coletamos a terceira pedra para a Elis. A igreja parecia ter sido varrida por anjos pois não se encontrava nem um fio de cabelo sequer.
De noite procuramos bolo para Gisi, mas tivemos que nos contentar com um Gellato!
Mi, Eli, Gui e Lucas em busca do bolo de aniversário para Gisi

Dica: Para entrar na basílica, como em várias outras basílicas e em alguns museus,não pode entrar com mochilas grandes, se estiver com uma será barrado e te pedirão para colocar num guarda volume que fica à direita da basílica.

DIA 03:

Caminhamos sem rumo, porque vale a pena se perder em Veneza!


 Mi, Gisi, Eli e Gui tomando café e esperando.

Fim de tarde aguardamos o trem em direção ao próximo destino: Paris

Curiosidade: 
Como a temperatura estava baixa e os hostels não possuíam geladeira no quarto (por questões de higiene, economia, organização, etc..), tivemos que improvisar a nossa:

Geladeira allá brasileiros
 
Grande parte das refeições de toda a "aventura" eram baseadas em pão, cream cheese, salame e vinho (sim, vinho!) ou suco de laranja e cenoura.